Presidente de Madeira insiste en no declarar ‘estado catastrófico’ y da a los 30 desaparecidos por muertos

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El presidente de la región de Madeira, Alberto Joao Jardim, insistió este martes en que declarar el estado de catástrofe tras el temporal que ha dejado 42 muertos durante el fin de semana sería en sí mismo una “catástrofe” para las islas, que viven principalmente del turismo.

“En una tierra como esta que vive del turismo y los servicios, la catástrofe era declarar el estado de desastre, incluso habiendo habido una calamidad”, subrayó en una entrevista concedida a la televisión pública RTP.
“No puedo destruir un mercado que es nuestra supervivencia y la declaración del estado catastrófico afectaría a las personas y la economía de Madeira”, añadió, defendiendo que “por tanto hace falta tener un criterio de mucho juicio y mucha serenidad y mucha cabeza fría”.


En cuanto al balance de muertos, el presidente de Madeira consideró que a los 42 confirmados se pueden sumar ya las 30 personas que permanecen desaparecidas. Asimismo, dijo que se sigue trabajando en los parkings de dos centros comerciales en busca de posibles víctimas, si bien el director de uno de ellos aseguró hoy que el rescate ha concluido sin que se encontraran víctimas. “Todavía estamos trabajando en los escombros pero mi temor es que los 30 desaparecidos se conviertan en vidas perdidas”, lamentó Jardim.
Por otra parte, consideró que celebrar la Fiesta de la Flor en abril “es una manera de colaborar con Madeira”, por lo que invitó al archipiélago a participar en la celebración. Asimismo, trasladó un mensaje de agradecimiento a los portugueses por su “solidaridad” en los últimos días. “Esto demuestra que la nación portuguesa todavía tiene muchas cualidades y que en estos momentos difíciles es capaz de unirse para superar las contrariedades”, resaltó.

O Presidente da Região Autónoma da Madeira, Alberto João Jardim, revelou ontem que o seu maior medo é que os 30 desaparecidos venham a contribuir para um aumento trágico do número de vítimas mortais. “Penso que foram levados pelas enxurradas e que será muito difícil resgatar os corpos”, disse a Judite Sousa, em entrevista no Telejornal da RTP1. Os desaparecidos são “dos mais diversos pontos da ilha”, acrescentou.

Para o Presidente do Governo Regional, o maior problema é a perda de vidas. Além dos desaparecidos estão já confirmados 42 mortos, incluindo uma turista de nacionalidade inglesa, afirmou.
A nível de infra-estruturas, a Baixa do Funchal é a área mais afectada, mas a destruição da estrada que liga o litoral da Ribeira Brava ao Norte da ilha é outro duro golpe. No entanto, apesar do caos, justificou a sua decisão de não declarar estado de calamidade pública, considerando que “declarar estado de calamidade é que seria uma calamidade para a Madeira”. Aliás, revelou que quatro horas depois da tragédia já tinham começado os trabalhos de limpeza e que espera realizar a Festa das Flores já em Abril.
Por outro lado, afastou as críticas às políticas de urbanismo na ilha com palavras duras. João Jardim disse que se trata de “gente canalha” que se está a aproveitar desta situação para fazer política. “É a propaganda sem vergonha de gente sem qualificações”, referiu, explicando que a Madeira foi várias vezes elogiada pela União Europeia pelas obras em que aplicou os fundos destinados à ilha.
Em sentido contrário, congratulou-se com a decisão do PS de não pedir a fiscalização preventiva da Lei das Finanças Regionais ao Tribunal Constitucional (ver texto secundário), aproveitando para agradecer ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e a todo o País a solidariedade demonstrada. “Tenho dito a muita gente que começou um período novo na vida política da Madeira”, concluiu, acrescentando que o que aconteceu antes da catástrofe já não interessa.

Gráficas Efe,AFP y AP

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